MITOS SOBRE O CLORO, SUPERESTABILIZAÇÃO.

 

Denomina-se superestabilização a presença em excesso do ácido cianúrico, o excesso pode impedir a ação do ácido hipocloroso (cloro residual livre) sobre os micro-organismos.

Os derivados clorados orgânicos (dicloroisocianurato de sódio e ácido tricloroisocianúrico) quando utilizados no processo de desinfecção tem menor probabilidade de formação do ácido cianúrico na solução aquosa se comparados com o uso de derivados clorados inorgânicos (cloro gás, hipoclorito de sódio, hipoclorito de cálcio), quando utilizados simultaneamente com a dosagem de ácido cinaúrico (puro).

O ácido cianúrico gerado pelos derivados clorados orgânicos, em função do pH, estarão na forma de íons (partículas carregadas) e para que ocorra a superestabilização é necessário que o ácido cinaúrico esteja em forma não dissociada. Na faixa de pH próximo da neutralidade de 7,2 a 7,6 vamos encontrar em torno de 99,7 a 99,8% o ácido cianúrico na forma dissociada (cianurato) o que impossibilita o processo de superestabilização.

Porcentagem de ácido cinaúrico e cianurato em relação ao pH
pH Ácido Cianúrico (%) Cianurato (%)
0,74 99,99 0,01
2,74 99 1
3,47 95 5
3,79 90 10
3,84 80 20
4,38 70 30
4,57 60 40
4,74 50 50
4,92 40 60
5,11 30 70
5,35 20 80
5,7 10 90
6,02 5 95
6,74 1 99
7,26 0,3 99,7
7,44 0,2 99,8
8,74 0,1 99,99

Os cloros orgânicos, por sua estrutura química são vinculados à presença de ácido cianúrico. Mas, deve ser ressaltado que o dicloroisocianurato de sódio no seu processo de dissociação na água leva a formação do cianurato de sódio e não na formação de ácido cianúrico.

As informações apresentadas mostram que o processo de superestabilização só é possível em pH muito baixo, inferior a 4,74;

Referência:

Piscinas Água & Tratamento & Química – Jorge Antônio Barros de Macêdo

Fonte: Blog HidroAll

por MAIRA

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